Monday, January 02, 2006

383 - Terminal Baggage Claim

everybody will agree that i am god's greatest gift to humanity and this blog is my greatest gift to you, oh mortals. but this blog is over. to all my friends (both of you), to all my enemies (about 5 billion of you plus a lobster in Paraguay), thank you. it was fun. see you around. my final gesture as a blogger (or at least in this blog) is to gather some impressions about me or my blog that i collected from people in general throughout this year and 8 months.

mr. Oliveira is probably the most inscrutable genious ever to set foot on this earth
César de Oliveira

this blog is the best thing i've ever come across
César de Oliveira

César has the biggest penis west of South Korea
César de Oliveira

please, please, get a job
my girlfriend

oh, and the testicles... oh my god! huge!
César de Oliveira

this guy deserves to be called GOD
César de Oliveira

César de Oliveira? what can i say, except that i will miss him and i'm too emotional to talk right now. can we do this later?
César de Oliveira

THE END

Wednesday, December 28, 2005

382 - proper channels

"less reading, more tv"
in House M.D.

i haven't written anything new for a while, but it has nothing to do with the fact that we installed cable tv earlier this month.

Wednesday, November 30, 2005

381 - give temperature the finger

dear diary,

today it's so cold that i've hurt a finger five hours ago and i still don't know which one.

Friday, November 18, 2005

380 - abracadabra

i'm a sucker for magicians. my favourite is Jay Leno. that man can turn any bush joke into a Clinton joke.

379 - back to english

previously on hauptwege und nebenwege

for the last couple of weeks we have been broadcasting in portuguese. to all our non portuguese readers, we apologize. to all our portuguese readers, we apologize as well. what you have missed may be summed up as follows: mr. oliveira protested against some silly old fart (and by that i mean an intellectual) because of something which he does not remember. also, a bit about the portuguese budget. we will resume broadcasting in the language of shakespeare... or at least of one of his not so virtuoso neighbours.

Tuesday, November 15, 2005

378 - ideia

à semelhança de outras empresas cujos nomes resultam da combinação de dois ou mais nomes (tipo millenium/bcp, ou com/pal), que tal mudar o nome da estação de serviço público de televisão para rtp/moita flores?

Sunday, November 13, 2005

377 - dúvida

se em portugal a prostituição é ilegal, porque é que o antónio victorino de almeida pode fazer publicidade?

Thursday, November 10, 2005

376 - respeito

este blog pede um minuto de silêncio, pelas vítimas do orçamento.

375 - Debate

debate sobre o orçamento nacional: o essencial.

líder da bancada do maior partido da oposição: sr. primeiro ministro, este orçamento é uma porcaria. tem algumas coisas boas, admito, como por exemplo o papel em que está escrito. é papel pesado e do bom. mas aposto que foi caro. e isso é mau. e é por isso que vamos votar contra. temos que combater este estado despesista. além disso, você é arrogante e cheira mal.

sr. primeiro ministro: sr. líder da bancada do maior partido da oposição, ao contrário do que cuida vexa, este orçamento é bom. toma lá que é democrático.

líder da bancada do maior partido da oposição: não, não é.

sr. primeiro ministro: é é! [sr. primeiro ministro põe língua de fora]

[ouve-se voz fantasmagórica no hemiciclo] olhe que não, olhe que não. [ambiente gelado no hemiciclo. tudo com medo. após algum tempo, toma a palavra o lider da bancada do partido mais votado]

líder da bancada do partido mais votado: sr. primeiro ministro, excelência, grande e querido pai de todos os povos: este orçamento é lindo. é mais que lindo, é lindo lindo. até chorei quando o li. por isso vamos votar a favor, ao contrário dos peidos mal cheirosos aqui à direita. não digo quem é mas aponto [aponta para a bancada onde se sentam os visitantes da assembleia. é claramente estrábico. daí que ainda julgue que é de esquerda]. o sr. primeiro ministro é lindo como o orçamento. tenho dito.

sr. primeiro ministro: sr. deputado. obrigado pela sua intervenção. concordo consigo, este orçamento é lindo. e sim, essa gente à direita é uma manada de peidos mal cheirosos. tem toda a razão.

líder da bancada do outro partido da direita: sr. primeiro ministro, este orçamento é típico do esquerdalhismo. repare bem neste ponto: o orçamento inclui dinheiro para pagar pensões. pensões? que merda é esta? este orçamento nem sequer devia incluir salários. este orçamento é tão prejudicial para a economia do país que as empresas nacionais nem sequer terão dinheiro para comprar material para algemar os badalhocos operários que empregam. é tão mau que a poética situação de quasi escravatura terá que ser abolida. se seguirmos neste rumo, não tarda nada teremos que

[ouve-se voz fantasmagórica no hemiciclo] fascista. miguelista. trauliteiro. caceteiro. [silêncio sepulcral]

[ouve-se voz enfadonha no hemiciclo]sr. deputado, queira terminar

líder da bancada do outro partido da direita: obrigado, esquerdalho da treta. mas já não tenho tempo porque preciso de despedir 95% dos trabalhadores das minhas 193 empresas. acham o horário laboral de 6000 horas semanais exagerado. badalhocos. e além disso, esqueci-me do que ia dizer. acho que tinha qualquer coisa que ver com os açores.

sr. primeiro ministro: sr. deputado, concordo consigo. salários, pensões, segurança social e coisas dessas são uma extravagância do sistema democrático. mas às vezes para se fazerem ovos, é preciso partir omoletas.

líder da bancada do outro partido da direita: omo quê? ouvi bem? o sr. primeiro ministro disse que ia legalizar casórios larilas?

sr. primeiro ministro: sr. deputado, sejamos sérios. eu tenho razão e você não. este orçamento é lindo lindo. e não sou eu quem o diz, é o líder de bancada do partido mais votado. por isso, embrulha.

líder da bancada do mais recente partido de esquerda: sou eu a falar agora? man, estou pedrado. escutem, bacanos, este orçamento é um aborto. por isso, vamos deixar passar. tá-se bem, dog! yo.

sr. primeiro ministro: aborto? é já a seguir. é que é memo já a seguir.

[bancada do partido mais votado desata a rir. a bancada do partido mais à direita benze-se e faz a saudação romana a seguir.]

líder da bancada do partido do cerco de estalinegrado: sr. primeiro ministro, senhores deputados, inimigos da "democracia" em geral [deputados da bancada do partido do cerco de estalinegrado dão risadinhas tipo rapariguinhas de liceu quando ouvem a palavra democracia]. este orçamento é uma machadadadadadada... alguém sabe exactamente em que ponto acaba esta palavra? bom, dizia eu, que este orçamento é uma machad... é um rude golpe nas aspirações dos portugueses. este orçamento [todas as bancadas em coro] serve apenas os interesses do médio e grande patronato, do grande capital e do imperialismo norte americano. [líder estalinista cala-se e desata o parlamento todo a rir. gargalhadas duram cerca de 20 minutos]

sr. primeiro ministro, ainda perdido de riso e limpando as lágrimas: sr. deputado, vexa cuida que só vexa é que sabe a diferença entre a esquerda e a direita, mas não é. repare, eu também sei. repare, este é o meu braço direito (levanta o braço direito) e este é o meu braço esquerdo (levanta o braço direito outra vez). por isso, baixe lá a bolinha. que vexa queria é que mexa e nexas fôssemos para a sibéria como castigo por este orçamento.

[ouve-se voz enfadonha no hemiciclo]srs. deputados, encerramos o debate do orçamento na generalidade. agora vamos debatê-lo na especialidade, na inanidade, na mediocridade e na inutilidade.

Wednesday, November 09, 2005

374 - a caça aos coelhos 2

Helena, lamento dizer-te que o objectivo do meu texto te passou ao lado. a minha opinião acerca do que é música de qualidade pouca diferença faz. assim como a opinião pessoal do EPC é irrelevante. a minha contestação incide na dualidade de critérios na selecção. aliás, a minha contestação começa por incidir na necessidade da elaboração de um pacote cultural destinado à exportação, mas já lá vamos. Se é mesmo necessário criar esse pacote, então que se tenha a decência de nele incluir música ao nível da literatura, arquitectura, cinema ou pintura. que se tenha a decência de incluir o Emmanuel Nunes, o Fernando Lopes Graça, o Joly Braga Santos, o Luís Tinoco.

Luís, culpo-me por ter dado a entender que estava a reagir à iliteracia musical das élites em portugal. não, isso é-me indiferente, apesar do que se pode depreender do texto que escrevi. tivesse EPC escrito "eu gosto de Siza Vieira, de Lobo Antunes e de da weasel" e eu teria reagido com a maior das indiferenças. aliás, não teria reagido. mas o que ele disse foi "é preciso divulgar Saramago, Lobo Antunes e a mísia". isto é outra conversa.

começo por dizer que discordo (devia ter dito logo) deste tipo de iniciativas. ninguém tem a mínima legitimidade (ou pelo menos, nenhuma instituição pública tem) para seleccionar meia dúzia de nomes e dizer "isto é portugal, tomai e comei todos". qualquer selecção será arbitrária, injusta, e insuficiente. os criadores devem competir em igualdade de circunstâncias num mercado livre, aberto e global e aguardar a reacção do público. do grande público, do público alternativo, do português ou estrangeiro. sem interferência estatal ou pública. isto é mais honesto.

regresso à questão da iliteracia. dizes que as élites que escrevem nos jornais de literatura não mostram qualquer sinal de cultura musical. bom, que é verdade, é. mas também é verdade que não têem qualquer obrigação de mostrar. nem têem obrigação de escrever sobre música a sério. eles que escrevam sobre o que ouvem e sobre o que gostam. estou-me nas tintas. é verdade que mencionei o tal "filtro" que os intelectuais portugueses têem para falar sobre literatura, pintura e outras coisas, que não aplicam quando o assunto em cima da mesa é a Música. estão no seu direito. mas quando se move essa conversa para o "próximo nível" nos termos em que EPC o fez, é preciso reagir.

o caso específico que referes (Pedro Mexia) merece um reparo. PM é um caso diferente de EPC porque o PM tem um critério uniforme (ou provavelmente nem sequer tem qualquer critério) e escreve sobre a música que lhe agrada com o mesmo à vontade com que escreve sobre Curb Your Enthusiasm, Seinfeld, The West Wing. o universo estético do PM é tão diverso e complexo como a cidade de NY. sobre a relação de PM com a música erudita tens isto, por exemplo. PM ouve o que lhe apetece e escreve sobre o que lhe apetece. é um direito dele. é meu direito dizer que PM é uma nulidade musical. mas é meu dever dizer que PM pode não ser elitista (ninguém é perfeito), mas também não é snob.

to be continued?

Tuesday, November 08, 2005

373 - a caça aos coelhos (comentários)

tendo em conta que a minha caixa de comentários apaga os mesmos ao fim de algum tempo, registo aqui as reacções da Helena e do Luís Pena ao meu texto (porque são mais fundamentadas e substanciais que as outras), na esperança de poder responder e retomar a discussão.

Olha lá César, tu não consideras mesmo a hipótese de haver música de qualidade sem ser a chamada "erudita"?É que eu já ouvi muita música "erudita" falsa, fraudulenta ou pura e simplesmente de péssima qualidade e gosto! Até em Paris! Montes de compositores que abrem a boca e só dizem asneira.

E pelo contrário, há muitos músicos de todos os outros géneros musicais que fazem um trabalho intelectual com toda a qualidade.

A música divide-se em boa e má, e não tanto por géneros. Ou antes, por música-arte ou música-entretenimento. O "pimba" é um entretenimento, não é comparável com nada que seja Arte. Mas a Arte Musical divide-se em muitos géneros.

Deixei de ler o EPC há muito tempo, mas neste caso acho que até tem alguma razão. Nós temos bons profissionais que são desprezados cá fora, porque apenas somos conhecidos como exportadores de mulheres-a-dias. E sim, o nosso problema é de marketing, apenas! Porque como dizes, há exemplos de pessoas que são reconhecidas quando são divulgadas, quando há "marketing". Não só em relação às pessoas, também em relação aos nossos produtos: o nosso queijo é muito melhor que qualquer queijo francês, o mesmo para os vinhos, por exemplo. Só falta serem conhecidos!

Quanto à qualidade inquestionável que atribuis ao CNSMDP (Conservatório nacional superior de música e dança de Paris), eu tenho algumas questões. E não, o EPC talvez não saiba o que é Darmstadt nem o YCF, mas também nenhum cronista francês sabe.

E se queres pôr-te na alheta por causa da qualidade, o melhor é ires para a lua. É que cá em baixo, qualquer país para onde vás, terás sempre que ouvir muita música péssima para encontrares uma boa peça nova.

Bom, mas eu não gosto de elites... preferia ter as salas de concertos cheias, ter a população formada e informada para distinguir a qualidade da Arte.


Helena Romão

Olá Helena,
a ideia do povo encher as salas de concerto é bonita, mas utópica. O povo... o povo é o mesmo que elegeu a Felgueiras, o Isaltino e o Major. Sem elites de qualidade nada feito. A formação é essencial, mas tem que haver um mínimo de curiosidade, de interesse.

Quanto a dividir a música em boa e má: isso só é possível partindo de um paradigma estético. Há muito poucos critérios (algum....?) que me diga que isto é objectivamente bom e isto é mau. O dizer que "está bem feito" não chega. Revela aliás uma deturpação do conceito de arte. Arte não é artesanato. Fosse assim e Hollywood só produzia obras de arte. O juízo de valor não existe sem um critério estético. E este é tudo menos claramente objectivo. Mesmo a divisão entre música séria e música de entretenimento parece-me hoje em dia desadequada. São tantas as músicas entre os dois pólos…

E César:

já há muito tempo que percebi que, de um modo geral (e necessariamente redutor porque há excepções) é pouca a cultura musical das elites. As elites não ouvem - pelo menos as que escrevem nos jornais sobre literatura. Um exemplo é talvez o Pedro Mexia. Nunca li algo que ele tenha escrito sobre música erudita.

Atribuir o mérito da obra através do prémio x ou y ou institucionalizando-a também é duvidoso. É precisou ouvir. E isso é o que as elites não fazem. O prestígio do conservatório de Paris é o que é. É uma referência. Mas uma referência acrítica, dada pelo seu passado. De momento, não me ocorre o nome de nenhum grande compositor saído do CNSMP nos últimos anos (isto não é uma crítica ao corpo docente). E é desses aspectos que se servem as falsas elites para promover este ou aquele, perante a sua impossibilidade de julgar. Julgar significa assumir uma opção. E isso é o que poucos querem fazer.

Posto isto, é evidente que concordo com a ideia de que a música erudita deveria contar com mais atenção por parte de quem sobre cultura escreve. É absolutamente natural exigir que quem fale de Saramago ou Lobo Antunes se mantenha a um mesmo nível (pelo menos intelectual) e se refira igualmente a Nunes ou Pinho Vargas quando fala sobre música neste contexto.

Quanto ao fado: continuar a promover a imagem de Portugal com base no fado é insistir numa redução ao popular da produção musical portuguesa. E isso é redutor (sem demérito para o fado). Para um estrangeiro, Portugal é fado. Mas para o EPC, não é diferente. Lamentável.


Luís Pena

Wednesday, November 02, 2005

372 - help please

no, this blog does not have a new look. i simply fucked up my template and i can't put it back the way it was.

Wednesday, October 26, 2005

371 - a caça aos coelhos

serve o título roubado a Fernando Lopes Graça para aludir a o fio do horizonte, espaço diário de Prado Coelho no Público. o texto dele é sobre a imagem de portugal no estrangeiro e chama-se Portugal Marca. começo por citar a parte que me deu vontade de caçar coelhos:

Trata-se de podermos explicar que temos uma escola de arquitectura da qual o nome mais conhecido é Álvaro Siza Vieira. Mas que além dele há mais. Trata-se de explicarmos que António Damásio é português, e que temos jovens cientistas que nem mesmo os portugueses conhecem. Trata-se de mostramos que Lisboa é Lisboa, mas é sobretudo a cidade de um grande poeta, Fernando Pessoa. Trata-se ainda de dizermos que o Nobel que é Saramago e o "nobelizável" que é António Lobo Antunes são grandes autores portugueses. Mas que a extraordinária Agustina não lhes fica atrás. Que temos Vieira da Silva e Paula Rego, e Julião Sarmento. E que o nosso cinema, com um produtor fora de série, Paulo Branco, tem cineastas como o famoso Manoel de Oliveira e João César Monteiro. E que um filme recente como a Alice de Marcos Martins é de um português. E que o fado de Mísia é português. Tantas imagens, afinal. Qual será a decisiva?

não me interessa muito comentar o cerne do texto. é nacionalista e parolo de ponta a ponta. se este país tem uma imagem fraca ou forte ou muitas imagens fracas ou fortes pouca diferença me faz. os "estrangeiros" não conhecem portugal ou conhecem mal porque há pouco em portugal que valha a pena conhecer. portugal é irrelevante para o mundo inteiro. para cada "exemplo de qualidade" que EPC dê, eu dou-lhe 30 de outro país qualquer.

o que me interessa neste texto é o critério de EPC no ponto que me interessa. a Música. os pobres dos intelectuais portugueses funcionam à base de um filtro estranhíssimo. esgrimem Lobo Antunes, Camões, Pessoa ou Saramago com o mesmo nariz empinado com que desdenham margarida rebelo pinto ou fenómenos semelhantes. esgrimem Oliveira, Monteiro, Eduardo Serra ou Pedro Costa com o mesmíssimo nariz empinado com que desdenham joaquim leitão e merdas do género. o mesmo vale para a arquitectura, pintura. para quase tudo.

menos a Música. aí começa a tragédia dos pobres intelectuais portugueses. quando chegamos à Música, acabou-se o filtro. não importa que exista um vigoroso Emmanuel Nunes, a produzir obra prima atrás de obra prima. que exista um António Pinho Vargas ou um Luis de Freitas Branco ou um Jorge Peixinho a deleitar o público que gosta de Música a sério. e não importa aí estejam os novíssimos Sérgio Azevedo ou Luís Tinoco, já com obra notável. e pouco importa que qualquer destes nomes (e muito mais poderia citar) faça furor além fronteiras. o Nunes é apenas professor no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris que é a mais prestigiada escola de Música do mundo. pouco importa que o Festival de Outono (é em Paris, sabia, EPC?) lhe tenha dedicado uma retrospectiva em 92. e que seja professor convidado em Darmstadt (se os pobres intelectuais portugueses fossem minimamente informados, saberiam logo o valor que isso tem). e pouco importa que o Tinoco tenha sido seleccionado para o International Young Composers Forum (2000). pouco importa tudo isto, porque para os coelhos portugueses, só conta essa música de putas, tremoços e analfabetos que é a merda do fado. já agora, acrescentem a esse exército de mediocridade o zé cabra, os xutos & pontapés, os the gift e o padre zezinho. se é para transmitir essa imagem, a de um país musicalmente medíocre, não se fiquem pelo fado. façam a coisa bem feita.

sou elistista. gosto de élites. em tudo. portugal ou é Saramago ou é rebelo pinto. é Siza ou taveira. é Oliveira ou leitão. e é Emmanuel Nunes ou o fado. meias tintas é que não. a diferença entre mim e EPC é que eu sou verdadeiramente elitista. ele é snob.

e gostava que neste país se mostrasse algum apreço pelas élites. e que esse apreço começasse logo por vir da parte da élite (à qual pertence EPC, quer queira ou não). e se esse apreço não vier rápido, a mim (que faço parte da verdadeira Música portuguesa) resta-me fazer aquilo que boa parte dos nomes citados por EPC fez: passar-me ao fresco. pôr-me na alheta. e cagar de bem alto em portugal.

Sunday, October 23, 2005

370 - alea jacta est, ou o bolo presidencial

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Saturday, October 22, 2005

369 - making lists

having insulted mormons in my last post, i would like to go over my list of enemies*:

  • catholics
  • muslims
  • jews
  • protestants
  • mormons
  • christians in general
  • christ
  • christo
  • berlusconi
  • monarchics
  • communists
  • nazis
  • republicans
  • bush
  • democrats
  • conservatives
  • bush
  • neocons
  • bush
  • post modernists
  • bus drivers
  • bill o' reilly
  • dutch people
  • american people
  • portuguese people
  • theatre actors
  • pop "musicians"
  • pop "artists" in general
  • jerry falwell
  • jean marie le pen(is)
  • people who don't like me
  • people
  • big corporations
  • small corporations
  • corporations in general
  • al qaeda
  • marine biologists
  • banks

to be continued

* god is excluded from this list, because i do not have imaginary enemies

368 - isla m

note on religion

to find out what i think about mormons, please remove one m from the word.

Thursday, October 20, 2005

367 - el presidente

agora que o gigante da mediocridade confirmou a candidatura à presidência da república, está na altura de tomar a minha decisão:

o francisco louçã não me aquece nem arrefece.

o sousa é um estalinista (por muito que tente parecer-se com um bondoso pai natal) e mete-me nojo. aliás, o partido estalinista dele mete-me nojo de uma ponta à outra.

o soares não quer ser presidente. simplesmente acha que é dever messiânico impedir o gigante da inanidade e mediocridade de atingir a presidência.

quanto ao mediocre mor do cavaco, sem comentários. o meu cérebro tem oxigénio suficiente. demasiado oxigénio para considerar sequer votar nele.

o manuel alegre quer ser presidente. e mais nada. nestas eleições votarei alegremente.

Tuesday, October 18, 2005

366 - consolation prize

i would love to say yes, my days as a blogger may be over, but at least i saved a bundle on my car insurance by switching to geico, but unfortunately i don't even have a driver's license.

note: if you live in europe, africa, south america, asia, or australasia you probably did not understand this joke. don't worry, it was not a good one.

Monday, October 17, 2005

365 - sweet dreams are made of this

i never speak about my sexual fantasies, but i feel like doing it now. to be completely honest, i only have one sexual fantasy, which is to have sex just as i am winning 30 million euro on the lottery.

Sunday, October 16, 2005

364 - desire

how i would love to be able to say that i have not been posting a lot because i'm working on my first opera. instead, i have to confess a complete lack of energy to mantain this thing.

Saturday, October 01, 2005

363 - everyone on their knees

it is not elegant at all to blow one's own trumpet (also flute, clarinet and oboe) but i kicked ass last tuesday!

Sunday, September 25, 2005

362 - house maintenance

my computer died some days ago, hence the complete absence of anything new around here. no idea of when i'll be up and running again

in the meanwhile, Blessures will have it's premiére next tuesday. if you live outside portugal, you might want to book your flight & hotel aye ass aye pee so as not to miss this milestone of World History. seriously, wish me luck.

Saturday, September 10, 2005

361 - SMS (sell my soul)

i have been worrying a lot lately about the fact that i am only 2 years away from turning 30 without achieving fame, fortune, world domination and other perks.

if one of you happens to be a devil, i am ready to make a pact.

Wednesday, September 07, 2005

360 - pas mes blessures, mais celles de rimbaud

Devant une neige un Etre de Beauté de haute taille. Des sifflements de mort et des cercles de musique sourd font monter, s'élargir et trembler comme un spectre ce corps adoré ; des blessures écarlates et noires éclatent dans les chairs superbes.

***

Rouler aux blessures, par l'air lassant et la mer : aux supplices, par le silence des eaux et de l'air meurtriers ; aux tortures qui rient, dans leur silence atrocement houleux.

***

Une misérable femme de drame, quelque part dans le monde, soupire après des abandons improbables. Les desperadoes languissent après l'orage, l'ivresse et les blessures. De petits enfants étouffent des malédictions le long des rivières. - Reprenons l'étude au bruit de l'oeuvre dévorante qui se rassemble et remonte dans les masses.

Rimbaud, Illuminations

Monday, September 05, 2005

359 - Festival Expresso do Oriente

está disponivel no site da culturgest a programação do festival expresso do oriente onde terá primeira audição absoluta Blessures